:[ Sin To Win ]:
 

maio 30, 2005

[ Sós ]

Ela era, sem ele, vazia. Oca. Possuía um abismo interno que cria teias. E sozinha ela seguia, não por falta de opção, porque ela sabia que no fundo, no fundo, ele existia. Em algum lugar. Em algum país. Debaixo do seu nariz. E só, ela não morreria.

E ele? Ele pensava... onde ela estaria. Se ele se adaptaria ao jeito e a cidade dela. Se ainda saberia escutar com carinho as músicas do headphone que ela colocaria. E se ela entenderia o que ele dizia e faria.

E assim, viviam as suas vidas. Nem sabiam que um existia para o outro.

E seguiam. Sós. Com seus lençóis.


Obs.: Post inspirado no poema do Garoto do Gorrinho, que me solicitou a retirada do link de referência ao site dele.



maio 29, 2005

[ Atalhos de Domingo ]

Como diz aquele ditado “você só dá valor às coisas quando perde”.
Agora mesmo não sei em que lugar foi parar o diacho do atalho para a calculadora do ruindows. Faz tempo que eu não a utilizo, hoje precisei dela e não estou encontrando. Hunf. Mas que ela está instalada, ahhhhh isso eu tenho certeza!
Enquanto isso, eu fico limpando o sistema do Sin de todos os spams que ele possui. Eles só atacam em massa, por isso coloquei umas novas opções, tipo a de só liberar o comentário depois que eu vê-lo e aprová-lo.
À tarde tinha um porco-espinho que queria lambidas minhas em suas bochechas. Risos. Eu neguei a solicitação do bicho. Ele precisa entender que eu estaria em desvantagem e sairia a mais machucada nessa relação.
À noite fui dar uma saída com uma nova amiga, depois fui à missa orar por minha mãe e por todos os meus pecados. Essa semana foi extremamente exaustiva pra minha cabeça. Estava passando pela frente e senti uma vontade imensa de entrar naquela construção como fazia há uns 10 anos atrás. Tentei encontrar por Ele através de vários rostos familiares como atalhos, porque as imagens em si, não me dizem ou me ajudam mais em nada.
À noite fui dar uma saída com uma nova amiga, depois fui à missa orar por minha mãe e por todos os meus pecados. Essa semana foi extremamente exaustiva pra minha cabeça. Estava passando pela frente e senti uma vontade imensa de entrar naquela construção como fazia há uns 10 anos atrás. Tentei buscar por Ele através de vários rostos familiares, como atalhos entre as imagens da semelhança (santíssima trindade), porque as estátuas no altar, não me dizem mais nada.



maio 28, 2005

[ Presente de Aniversário Antecipado ]

Ao menino da capital do Piauí, os meus sinceros agradecimentos. Adorei o presente. Já o li inteiro, e gostei muito, principalmente por se tratar de historinhas que retratam um pouco da sua região. E também porque eu o vi espelhado em alguns personagens. Beijos, beijos e mais beijos. Fuuuu pra você!





maio 27, 2005

[ Dormindo Cedo, Eu Sonho Mais ]

Depois de semanas eu consegui finalmente dormir e acordar num horário descente, mesmo com o insistente som de trimmmmmmmmmmm do telefone ao lado da minha cabeça. Era o moço-sabe-tudo-SCI-FI com aquela voz que me arrepia os pêlinhos da nuca. Ele me perguntava o porquê de eu não ter retornado a ligação ontem à noite enquanto eu me preocupava em olhar os passarinhos dando vôos rasantes em frente à janela. Continuava a observar os movimentos e os barulhos matinais, e o moço não sabia me dizer uma receita comum para se fazer peixe.
Levantei decidida a sonhar mais e a pegar o último ônibus para os seus braços, baby. Seja lá você quem for. Risos. Aguarde-me, por favor. Eu já vou, já chego, prometo que é rápido, meu querido. Irei correndo quando você me chamar. Quando me quiser, eu irei. Levarei um pouquinho de paz e umas manhãs que encontrei enroladas comigo na toalha. Você saberá de todos os meus inventos e intentos, e quantos copos de saudade, dor e amargura eu já bebi de um gole só. Deitarei ao seu lado quietinha, sonolenta, e esperarei o dia cair lá fora até virar manhã de novo, até o sol nascer pela janela, colorir o horizonte, com minha mão na tua barriga, minha alma na tua boca, meu coração nos teus dedos. E será tarde, muito tarde, quando dormiremos juntos. As almofadas aos pés da cama, as roupas espalhadas pelo chão, o CD de Massive Attack em repeat no computador, a luz se enfiando pelas frestas entre a coberta, os olhos fechando... Será tarde demais, meu querido. Todo o tempo do mundo acabará. Tarde demais.



maio 25, 2005

[ Vulcão e Pétalas ]

Aquela era a primeira vez que se encontravam para ficar sozinhos. Já não podiam mais agüentar o desejo que sentiam um pelo outro. A cada toque de suas carnes, a eletricidade entre seus corpos crescia assustadoramente. Não podiam mais se conter. Foram para a casa dela. Era um lugar aconchegante e sensual. As cores do quarto exalavam calor e um toque de libido contida. Ele olhava para a boca carnuda da mulher e sentia-a fundir-se na cor avermelhada das paredes. E em cada toque dos lábios dela, era como se a casa inteira quisesse sugá-lo, incorporando-o à umidade de suas tonalidades vibrantes.
Sentiu os dedos da mulher descobrindo seu corpo. Teve um arrepio e apertou-a contra si. Seu sexo havia se intumescido bruscamente, inescrupulosamente. Usou as mãos e sentiu que o sexo dela também havia despertado. Um riacho fervente de caos e volúpia espalhava-se entre as pernas da mulher. Espalhou-se pelo quarto o cheiro acre daquela que seria a explosão do êxtase. Ele havia fechado os olhos para tocar-lhe o seio, enquanto a língua dela roçava a borda de sua orelha causando-lhe um delicioso desconforto.
Rasgou-lhe a blusa totalmente em transe. Ela gemeu um creme de prazer. Seus mamilos cresceram e tornaram-se minerais. Viu as mãos dela tornando-se garras. Da mesma maneira como havia lhe rasgado a blusa, viu sua camisa também arrancada, mas com ainda mais ira. E com as mesmas garras de rapina abriu-lhe fendas nas costas. Havia sido marcado pela insanidade daquela mulher de quem nunca imaginou que por trás da franja comprida e do olhar misterioso poderia ser capaz de tais coisas.
Ela o jogou na cama, despojando-o de tudo o que estava logo abaixo da linha do Equador do seu corpo. Logo ela vislumbrou a vida que se erguia entre as pernas dele e tomou-a entre as mãos, num gesto bivalente. Tocou-o com carícia, e a medida em que aquilo que tinha entre as duas extremidades de seus tentáculos tornava-se líquido aumentava a violência dos movimentos, fazendo com que o homem se retorcesse num híbrido de medo e delírio.
Seus lábios agora haviam se transmutado. A alquimia era constante e do vermelho magnético dos lábios dela surgia um tecido macio e cálido. Havia pétalas canibais que cobriam já tudo que se erguia do corpo dele. Era como se um vulcão em atividade fosse subjugado ao poder inexorável de um cataclismo de flores escarlates, paralisando tudo abaixo de si, mas mantendo a pulsação energética do subsolo.
Já não havia mais homem... não havia mais nada. Apenas sensações. Quando o vulcão começou a dar sinais de explosão, ela rapidamente o tirou da boca quente... e disse “Só quando eu me apaixono é que me permito saborear a lava”.

The Doors - Light My Fire.



maio 24, 2005

[ A Madrugada e Os Meus Conflitos ]

Passeamos com a morte de mãos dadas. Todos os dias. Todos os segundos. É a única certeza que temos. Instantes. O seu olhar cúmplice ao meu. Os momentos passando. Pra onde vamos? Vamos passear pela cidade. Cada ponto um sinal de perigo. Risos. A gasolina está acabando. A minha sanidade também. Eu não devia estar aqui. Eu sei. Beija vai. Não pára. Beija mais. Sinal vermelho. Os seus braços ao redor do meu corpo. O seu corpo entre as minhas pernas. O choro. Olhos vermelhos. Olhos paixão. Eu preciso te ajudar. Eu quero te penetrar. Dentro da alma. A calma está longe de chegar nessa madrugada. Espaços vazios. Calor intenso. Medo. O que acontece entre a gente é para sempre. Você me ama. Amiga. Amigo colorido.



[ Aranha ]

Posso alcançar os caminhos mais rápidos, já que possuo tantas pernas. E acabo me enrredando cedo demais também.
Mas, mesmo com toda essa velocidade, eu gosto das coisas suaves, assim como você diz ser. Gosto de sentir o prazer de ter a minha presa se debatendo, da magia e do encanto que capto nos olhos dela.



[ Na Torcida ]

Fiquei contente por ter lhe ajudado um pouquinho ontem, amiga dos mares. Te amo muito. Vai tudo ocorrer da melhor maneira possível. Estou aqui orando pelo seu papai. Se cuida. Mantenha-se calma. Entre em contato sempre. Beijos.


Musa Louca 24.05.2005 - 09:40 AM.

maio 21, 2005

[ Primeiro Ato (com o CD no repeat) ]

Não pensei que fosse trazê-lo tão rápido. Voltei a escutar “Primeiro Ato” depois de tanto tempo. Você sabe o que essa música significa pra mim. Parece que ela conta com perfeição toda a trajetória e a dor de 7 meses atrás. E a cada vez que ela toca, eu tenho a sensação de estar vivendo tudo de novo, lembrando de todas as nossas conversas, de todo o meu desespero, de todos os meus atos enlouquecidos, daquela última semana e da partida final.
Obrigada pelo CD. Pelo seu amor. Por tudo. Te amo muito. Sempre.

“a metáfora morre quando o ator some e a cortina cerra...”

Primeiro Ato

Se mentir de novo, minto mais bem feito...
Minto como os grandes, tiro do meu peito
A melhor de todas as tentativas.

Se enganar de novo, engano sorrateiro...
Te olho assim de lado, sorrio tão faceiro
Até secar a sua lágrima pioneira.

Finge que volta que eu finjo que a falta que você faz é morta.

Se chorar de novo, eu choro aos prantos
Pra ver se te abalo, pra ver se seu encanto
Cai sobre esse solo meio abatido.

Se forçar de novo, forço mais um pouco
Do que o de costume. Não aceito troco
Pra o que te dei de coração.

Finge que volta que eu finjo que a falta que você faz é morta.

Eu já tentei de todas as formas
Que eu não vou voltar. Eu não vou voltar...
Eu não.

Finge que volta que eu finjo que a falta que você faz é morta.

Letra de Sérgio Franco Filho – Banda Automata.





maio 20, 2005

[ Da série: Conversas no MSN ]

sou alguém que outro alguém planeja sequestrar diz:
quero dar pro Zen,
quero dar pro Zen
carinho, amor, tesao
ele eh chato
todo mundo sabe

Zen diz:
hehehe
rapaz, nao eh isso que as pesquisas de opiniao dizem

sou alguém que outro alguém planeja sequestrar diz:
mas tb eh um gostosao
ele pega no meu peh
pior do que chule

Zen diz:
agora acha gostoso eh?

sou alguém que outro alguém planeja sequestrar diz:
da chiliques online
e fala obscenidades

Zen diz:
cinco minutos e jah vem que tem???

sou alguém que outro alguém planeja sequestrar diz:
mas fazer o que?
ninguem eh perfeito, ne?



[ Verde e Azul ]

Tentei fugir do assunto. Mas o assunto grudava nas paredes tanto quanto a energia e o frio escorriam pelo corpo. Estava muito tensa. Tentei tomar uma atitude. Radicalizar de vez o que se passava na minha mente perturbada. Mas o coração parecia ter parado de bombear sangue para o resto do corpo. O ar havia se tornado irrespirável tanto quanto eu não conseguia imaginar o seu olhar. Então eu tentei entrar na questão. Mas as formas fugiam de mim tanto quanto a essência me escapava. Você me escapava. Eu não conseguia me relacionar com seus medos. Medo de mim. Medo das minhas palavras. Medo das minhas loucuras. Medo dos meus medos. Tenho medo de ficar sozinha no escuro, assim, sem entender mais nada.
Medo de não ser abraçada quando sinto medo. Tenho medo do mar e da areia e das pedras. Tenho medo sobretudo das pessoas sobre a areia. Uma praia fechada. Eu e você e o mar e a areia. E as palavras e as pedras e as conchas. Somos duas ostras. Ostras vestindo pérolas e dizendo que são comuns. O que eu estou tecendo? Como você me vê? O que eu estou tecendo quando me deito sobre você?

Tentei fugir do assunto. Uma relação fechada. Quando foi que eu tentei? Relações abertas. Quando foi que eu me abri e me despi dos medos todos? Onde foi que eu coloquei tudo que eu sentia? Um pouquinho aqui, outro tanto ali, mais da metade acolá, tudo dentro de mim. É preciso retirar-se. Dar-se. Dar-se ou retirar-se?
Eu preciso me abandonar aos sentimentos ou te abandonar de vez? Escrever ou calar? Tentei me esconder. Mas me atraía tanto quanto o prazer é verde e o amor é azul e o mar é verde e azul com sombras rosáceas e lilases de caule branco.

"Sentiu-se um pouco chateado de estar tão feliz por encontrá-la de novo: na verdade, só havia abandonado Margot porque tivera medo de ficar apegado demais a ela." (Riso no escuro, Nabokov)



maio 19, 2005

[ Da série: Conversas no MSN ]

Meu melhor amigo me deixa mensagens assim:

"Indivíduo-Ação" já à venda. Compre o seu antes que acabe! Primeira prensagem limitada! diz:
Quando puder eu vou aí levar o seu CD.



maio 11, 2005

[ Por que não eu? ]

Quando ela cai no sofá
So far away
Vinho à beça na cabeça
Eu que sei

Quando ela insiste em beijar
Seu travesseiro
Eu me viro do avesso
Eu vou dizer aquelas coisas
Mas na hora esqueço

Por que não eu?
Por que não eu?

Eu encomendo um jantar
Só pra nós dois
Se não tem nada depois
Por que não eu?

Você tá nessa rejeitada
Caçando paixão
Eu com a cara mais lavada
Digo: porque não.
- Leoni


Esquece a lista, vai...



maio 02, 2005

[ Máscara ]

No baile dos loucos e filósofos, a placa dizia : Bem-vindos ao mundo.
Todos os convidados usavam máscaras e as trocavam conforme suas necessidades vãs de demonstrar falsas emoções ou pensamentos pretensiosos. Até que um convidado - até agora não se sabe se louco ou filósofo - começou a se interrogar.
Pois convivia com aquelas pessoas mascaradas, e jamais ele vira os seus rostos. Não sabia seus verdadeiros sonhos, suas verdadeiras motivações. Olhou-se no espelho e viu que ele também possuía uma máscara. A de pretensa sabedoria, que deveria instigar respeito e admiração naqueles ao seu redor, impressionados com o conhecimento que ele aparentava ter, mas não tinha. Não lera metade do que parecia, não escutara metade do que deveria, não escrevera metade do que arrotava.
Máscara. Uma simples máscara, que encobria a verdade. E todos no salão as usavam, como se fossem seus verdadeiros rostos. Ele mesmo não se lembrava da sua fisionomia, quando não estava encoberta por aquele pedaço de ilusão.
Cravou suas unhas no rosto falso e o jogou longe. Olhou-se novamente no espelho e com um grito doloroso, correu. Em disparada, enlouquecido - agora já sabemos, era um louco - arremessou-se em direção a uma janela. O baile parou por instantes, até ouvir o baque surdo do corpo batendo em algum lugar desconhecido. Um mascarado, no rosto uma expressão da mais verdadeira respeitabilidade, sacudiu a cabeça, dizendo: “lamentável”. E a música recomeçou.
No espelho, ficara gravado o motivo do desespero suicida. Pois por debaixo da mascara, o infeliz descobriu que não havia NADA.
Às vezes, a ilusão é mais confortável que a verdade.

"All the world is a masquerade, made up for fools and philosophers".



maio 01, 2005

[ Kriptonita ]

"Quando você disser que
longe é um lugar que não existe
Lembre-se também de me dizer
onde é que você vai estar então

Quando eu te quiser
Quando eu te quiser
Quando eu te quiser
Esteja em casa, esteja na sala de estar

Eu tenho o mundo inteiro pra salvar
e pensar em você é Kriptonita
Você é tão bonita de se admirar
tão bonita

Quando eu te quiser
Quando eu te quiser
Quando eu te quiser
Esteja em casa, esteja na sala de estar".

Obrigada pela mp3 tirada do CD original da Ludov.





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