Canções de ninar, tuas palavras no bate e volta dos travesseiros, troncos, coxas e pernas, meia-lua à espera de teu abraço.
Canções de ninar, sono que chega devagar, em ondas feitas de lençóis, rugas de juventude, manchas aqui, acolá.
Canções de ninar, dedos entre dedos, aceito o teu caminho, de olhos fechados, confiança cega, não vejo a hora.
Canções de ninar, hálito que viaja do pescoço à boca, a suave melodia do teu corpo sobre o meu, leves piscadas são vaga-lumes à noite.
Canções de ninar, portas abertas, armários desarrumados, agora que sou alimento, durmo sem medo do bicho papão, durmo com o teu braço em volta dos meus seios.
Ele tem uma mania que o acompanha desde criancinha: ficar provocando sensações, passando levemente a ponta da fronha do travesseiro entre os dedos e por toda a palma da mão, até pegar no sono, dormir.
Como é que alguém assim, pode te proteger do bicho papão?
Posted by: JethroDawnfine em setembro 13, 2005 01:29 PMInteressante como sempre,LU...
Beijos!
Tu ta me abandonando... pq some assim?
beijos