Roubei do canteiro dele, o que ele traduziu do final de semana que passamos juntos:
De volta ao meu canteiro
As coisas que eu escrevi e não li, as que eu mandei se perderam no caminho também. O caminho entortou e parou na esquina de casa. Minha casa é longe da sua. No mapa não tem aquela rua e eu tive medo de não ver esses seus olhos cor de cajuína. A lua é uma fruta madura pendulando sobre a minha cabeça enquanto espero impaciente no banco da praça, atrás da igrejinha.
O medidor de horas me roubou as frases antes mesmo que eu dissesse. Eu não disse, mas você sentiu e olhou para o lado tentando entender o meu olhar perdido por entre as luzes do farol. Não é laranja nem canela, é um cheiro que eu não sei dizer e sempre, sempre me fará lembrar das horas passadas no seu canteiro.
Tudo isso ali, onde a sereia canta baixo para não espantar o pescador no seu barco espumado pelas ondas que arrebentam na areia. Ali, onde os loucos anoitecem gozando o que a sanidade não oferece. Tudo lento, quase parando quando eu quis voltar e olhar uma última vez sem evitar esbarrar no mar de gente que descia a rampa.
Quanto a mim, deixei a alegria escapar dos olhos e a saudade amarrada na mochila com dois nós e um laço. É hora de partir, ficar é um luxo que os loucos e amantes não costumam usufruir. Quanto a você, sei quase nada e esse nada me basta pra querer voltar, quem sabe, um dia.
Gosto destes textos,destas confissões,declarações...
Beijos,LU!!
Valha minha Nossa Senhora do Perpétuo Socorro!
Posted by: Vento em setembro 5, 2005 04:25 PM