A receita do nosso namoro poderia ser a realidade de pular etapas. E ontem você me disse que sou a mais namorada de todas. Você nunca precisou me flertar pra que eu conjugasse o verbo apaixonar, tudo que foi preciso foi me aceitar um dia como sua e-namorada.
Nosso namoro começou como uma brincadeira que encontrou suas formas originais de se fazer verdade. Nós sabíamos que tínhamos coisas em comum, mas descobrimos através da música o terno lado desconhecido que temos um com o outro. E então você me ensinou a dançar contigo todas as manhãs e todas as tardes em que uma música recém enviada por ti chega. E eu também confesso que aprendi a conversar com todas as suas fotos da mesma forma que converso contigo enquanto passa horas me perturbando e bacando o chato.
Eu sou aquela namorada que não recebe vírus da gripe de presente porque não pode recebê-lo através de um beijo visto que nunca nos beijamos, mas você bem sabe que dentre tantos vírus estranhos que seres humanos podem ter, eu fui obstinadamente atacada por este que me faz gostar tanto de você.
Às vezes eu temo a euforia das minhas borboletas, namorado, e acho que nunca te perguntei se quando você me aceitou como sua namorada, você as aceitava junto.
Pode-se nascer adulto? Pode-se pular a infância? O q é a vida adulta sem as memórias de infância? Solte suas borboletas, solte todas, mas solte uma a uma, porque quero q pousem em mim uma a uma, até q eu esteja coberto delas.
Posted by: Ronny em fevereiro 3, 2005 12:14 PM