Para dormir eu nos repenso juntos, sozinhos num jardim em plena tarde recente enfeitiçada por duendes e fadas. Sonolentos e deitados sobre a grama, rodeados por flores e joaninhas. É como se eu estivesse debruçada pela janela imaginária do quarto da nossa casa, nos observando. Eu pudesse olhar pra fora e lhe dissesse que o asfalto escaldante sob a janela substituía o infinito azul do mar cuja cintilar ilusionista adornava nossa fantasia. Tracei um vértice no cruzamento entre cada segredo que me foi revelado durante os suspiros fortuitos que te denunciam quando meus dedos resvalam secretamente descendo pela barriga, adentrando por tecidos, verificando sua excitação numa roda onde agracio um amigo oculto. Ainda aguardo suas respostas, de quando lancei as perguntas. Você soube me responder quando existiu a dúvida, e quando o horror ao erro vestiu o vermelho da paixão no negror do próprio erro: e era o susto: verdadeiramente o erro. É um jogo de perguntas e respostas, quem consegue calar o outro vence. Mas uma vitória que não define posições, você vem e me pega por trás como um animal prestíssimo e irrefreável, um varonil de presas não tão agudas, mas fortes e poderosas, sempre apalpando as carnes macias e as outras mais úmidas como a minha boca cheia da sua saliva. O seu apetite por mim totalmente inundado pela minha saliva e sede por você, nessas carnes que me fazem arder e que a todas vou lamber, propulsantes, não lançando à distância, mas segundos depois me incitando a seu instinto de macho inconsolável, me oferecendo, impulsionando e implorando que eu toque aquela carne também, mais profunda, encaixo fundo meu sexo que possui o maior segredo do meu corpo na lança, e o nojo não somente se une à beleza, ele a apura e aperfeiçoa. Gozamos a festividade e a ambivalência. Coisas assim eu penso quando estou deitada inventando tramas que a você envolvam a mim só por mais uma vez.
Bem ali na minha frente eu ia sentindo o coração empalidecer diante do susto de me ver pela primeira vez capaz de ultrapassar os altos muros que continham insuspeitado aquele fraco amor antes pretensamente visto como única vastidão possível, eu não sabia que o amor era uma experiência mortal e que semi-amor não existia, eu simplesmente não podia ter a menor idéia de que amar fosse virar o grande muro do avesso. Odeio ter que conter a histeria que você me provoca. Depois disso tudo, se você bem me entende, sugiro o silêncio, perco eu ou você? A complexidade verte rumores perigosos e inconfidentes, mesmo assim acredito e espero a sua resposta.
E vc mesma hj postou sem ter receios, postou espressivamente. Sem medo, sem culpas!
Eh disso q eu falo sempre...
Da vontade; da coragem!
Parabéns!
Cai uma chuva por aqui; está cinza dentro e fora. A poeira da queda sacudo desajeitadamente: nem tudo sai. Um vestígio de sonho me deixa na boca um gosto estranho, e gritos estridentes de umas aves de rapina reverberam em meus ouvidos. Parece que corri, trôpego; tem sangue nos meus joelhos e minha respiração é arfante. Fui caçado? Perseguido? Não me lembro. Foi um sonho? Certamente a parte boa. Ah! agora vejo: eu estou deitado, tem umas luzes fortes no me rosto. Acho que tem sangue seco em minha testa e em meus cabelos. Umas pessoas debruçadas sobre mim pressionam ritmicamente meu peito, abrem minha boca e enfiam objetos indistintos dentro. Distendem minhas pálpebras, jogam luzes, movem-se freneticamente e pronunciam palavras ininteligíveis. Sacodem meu corpo vigorosamente.
Branco. Silêncio. Uma voz suave, de um lugar distante, pergunta-me algo que pouco compreendo. Mas a resposta é simples e respondo: sim, eu quero, eu quero continuar.
Bem.. acho que no silêncio perdemos todos... mas existem silêncios que conseguem reter mais vida e barulho que qualquer declaração... beijos querida musa =) Rah ps: sobre meu conto, muito obrigada por sua opinião tao gentil =) tmb torço por finais felizes, rs, e para todas nós, lu!
Posted by: My_GirL em janeiro 29, 2005 02:43 AMfaz da grama tua cama, dos livros teu escudo.
Posted by: Abner Targino Francini em janeiro 29, 2005 10:42 AMO número é aquele mesmo. Mas não esquece de me ligar... Beijos...
Posted by: DMR em janeiro 29, 2005 01:17 PMEu tenho que confessar algo: deve ser a fase "so bad and sad" que estou passando: carência; desencanto com pessoas falsas, sei lá, só sei que de repente entrei no clima do que escreveu e olhe nem posso falar o que senti, só digo que foi muito bom!!!!
Excelente!!!
yessssssssss... rs rs rs
abraços,
bom fds
Paulo Duarte
Oi,MUSA LINDA
Confesso que nos ultimod ias não ando muito aberto e receptivo a emoções,amores e sensações.
Só posso dizer que estou sempre na sua torcida.
Sou seu fan.
Beijo grande!!
Perco Eu ou Você?
Ambos perderemos se não houver a sensação de querer mais!
Daquele que ainda TE GOSTA DE TODAS AS MANEIRAS DESCONHECIDAS.
Obrigado por seu carinho e atenção... desculpe somente está retornando agora...é que, em férias, estava percorrendo alguns Estados brasileiros.
Um forte e delcioso abraço!
Um 2005 tudo de bom, pra ti e todos os que te amam!