Ao reconhecer a voz do outro lado, eu começo a imaginá-lo caminhando pelas ruas do bairro onde moro. Um sujeito alto, moreno claro, magro, cabelos cacheados, calça jeans e camiseta colorida de malha. Todas às vezes que ele pisa os pés por aqui ele liga. Pergunta como estou enquanto caminha em direção a uma das ladeiras com o objetivo de me alcançar. Faz tempo que eu não o vejo. Que eu não desejo vê-lo mais. Mas é difícil para ele continuar a sua vida sem a minha voz, sem os meus números, sem o meu endereço, sem os meus beijos, sem o meu contato. Ele acha que ainda faço parte da sua vida, e por isso sempre procura maneiras de me pôr a par da sua existência e dos seus progressos. Eu gosto dele como pessoa, e gosto de ser a pessoa que ele me tornou. Mas ambos sabemos que não existe a possibilidade de amizade entre nós. Não entendo porque ele não assimila a palavra “adeus” pronunciada pelos meus lábios.
Ao desligar o telefone, eu termino a visualizá-lo tomando outro rumo... Depois de responder que não o veria. Mais uma vez.
Nooooooossssa... Muito legal hein.. como semrpe textos bem escritos pela minha doce musa louca... um beijao...
Posted by: Pris em junho 19, 2004 11:49 PM