Bend and Break

When you when you forget your name
When old faces all look the same
Meet me in the morning when you wake up
Meet me in the morning then you’ll wake up

If only I don’t bend and break
I’ll meet you on the other side
I’ll meet you in the light
If only I don’t suffocate
I’ll meet you in the morning when you wake


Soundtrack: Bend and Break – Keane

Put A Record On

I put a record on
Put it on and sing along with you
Sing along with you
And that’s okay by me
That’s okay ’cause in a way I’m free
In a way I am free

And you don’t have to sympathize
I will try and dry my eyes

And I’m okay if we’re drinking
Grab a beer and disappear with me
Disappear with me

And you don’t, you don’t have to sympathize
I will try and dry my eyes

And I put a record on
Put it on and get it on with you
Get it on with you

This time you’ll find some other gonna mess your mind
It’s too late or too soon
Some other gonna come too soon

Put it on
I will try and dry my eyes
Put it on
Am I something you despise?
Put it on
I will try to dry my eyes

I put a record on
I put a record on
I put a record on
Too soon

Put it on
And I will try and dry my eyes
Put it on
But am I something you despise?
Put it on
I will try to dry my eyes, my love


Soundtrack: Put A Record On – Unkle Bob

não. fragmentada.

Eu não posso. Eu não estou com vontade. E tudo interage com a palavra que eu mais uso desde que nasci: NÃO. Não sou uma mulher fácil de lhe dar. Geniosa. Eu não quero. Não sou daquelas que tem papa na língua. E sou capaz de perder uma amizade quando deixo de acreditar nos motivos de amar uma pessoa. E quando acredito nesse amor, sou essa pessoa. Eu me distribuo em várias pessoas. Dessas pessoas eu sou trechos de canções e poesias. E as amo tanto. E o meu coração é enorme, minha ternura também. Mas, às vezes, eu não quero saber disso. Nem de ninguém. Preciso de um tempo encerrada em mim mesmo. E por ser expansiva e comunicativa, ninguém respeita quando desejo esse tempo geralmente. Não existe mais a possibilidade de não ser direta, sincera e explosiva. De não ser eu. Mas posso ser outra, sempre outra, outra que se sabe ser eu-outra. Fragmentar-me. Sempre pronta para mudar qualquer coisa. De lugar. De dentro. Ainda em formação do próprio eu. Mas já passei da idade. Não tenho idade. Sou todas as idades juntas. Estou em vários lugares. Estou em todas as etapas e idades. A cada momento, uma parte diferente de mim responde ou age. E vai. Fragmentada. Eu-fragmentada. Eu choro. Choro porque não sou uma apenas. Uma parte chora, outra quer seguir sem olhar para trás. Mas teus olhos me acompanham. Mesmo que eu não olhe para trás. Eu engoli teu olhar e tua maneira de falar ou ver o mundo e as outras pessoas. Você também me absorveu e levou uma parte. E eu tenho uma parte tua para sempre. Mas tua presença abstrata me provoca seqüelas. Já não sou mais a mesma. Mas nunca fui. Nunca fui compreensível. Nunca fui tão clara quanto você gostaria. Não gosto de expor meus sentimentos e as minhas cores. E quando novamente as minhas cores ou tonalidades mudarem, me procure ou as descubra aqui. Num dos meus pedaços fragmentados virados para o lado de fora.


Soundtrack: Yes I Know – Memory Tapes

Fios e palavras

Da minha noite saem. Fios, espera, suspiros, hálito e embriaguez. Das minhas costas saem. Pássaros. Voam livres. Distantes. Da minha alma saem. Palavras e músicas. Tocam a sua melodia. Prende-lhe a atenção. Escorreguem devagar e se derramam aos seus pés. E gravam um caminho. Um caminho diferente dos fios até mim. Das minhas vértebras saem. Gatos, cachorros, palavras, carneirinhos, bezerros, papagaios, doces, chocolates. Das minhas mãos. Palavras e silêncios. Um toque. O destino traçado. Na palma. Dos dedos. Saem fios e nós e fios e laços. Conosco entrelaçados. Do meu umbigo saem palavras. E quase palavras. Do meu umbigo saem cortes. Foras. Dentro. Dentro de mim há. Quase palavras, silêncios, ouvidos, receptores, microfones, catalisadores, nós, escorregas, balanços, gangorras, vozes, cenas, espaços, falta de espaço, amontoados, organizados, misturas, pureza. Enlaçados.
Da minha garganta saem. Fios. Laços. Pedras. Água. Mel. Flores. Pedras ainda maiores. Gradações. Absorve. Suga o que há. Dentro de mim escuto: é da sua voz que eu preciso. Não do meu umbigo. É absorver o que eu quero. Sair para trocar. Carinho. Não sair e acabou-se.
Quero receber. Pedras, chocolates, mel, pedras ainda maiores, gradações, ouvidos, vozes, quase frases, palavras, silêncios, toques, fios. Laços. Limpar o excesso.
Preencher uma página. Preencher seus olhos. Com o meu excesso. Imagine. Veja. Das minhas costas saem. Dragões, ninfas, borboletas, fadas, iemanjá, escorpiões, pássaros, fios. De onde não saem fios? Todos os espaços, em todos eles, há fios se enlaçando, entrelaçando, dissolvendo, recortando, cortando, e se unindo.
Da minha boca saem. Veja você, não vou dizer, olhe minha boca e veja por si. Mesmo. Dessa mesma boca. Saem. Receptores. Poros. Espaços. Montanhas. Praias. Areia. Dia de chuva ou sol na praia. Dia amanhecendo. Calor. Raízes. Asas. Folhas. Caule. Páginas. Pétalas. Pés. Dos meus pés saem. Desenhos na parede. Palavras no teto. Bagunça nos lençóis. Deslizes.
Do deslizamento saem. Palavras, quase, sim, saem, veja. Olha aqui. Meu umbigo. Minha barriga. Pele. Boca. Saem, recebem, olha, fala, qualquer coisa, o que você vê? Como ouve? O que saímos? Como chegamos? Já acabou. Começando: de você saem – minhas palavras.


Soundtrack: Writing to reach you – Travis

me leva amor

Vim, tanta areia andei
Da lua cheia eu sei
Uma saudade imensa…

Vagando em verso eu vim
Vestido de cetim
Na mão direita, rosas
Vou levar…

Olha a lua mansa…(me leva amor)
Se derramar
Ao luar descansa
Meu caminhar..(amor)
Meu olhar em festa…(me leva amor)
Se fez feliz
Lembrando a seresta
Que um dia eu fiz
(por onde for quero ser seu par)

Já me fiz a guerra…(me leva amor)
Por não saber
Que esta terra encerra
Meu bem-querer…(amor)
E jamais termina
Meu caminhar …(me leva amor)
Só o amor me ensina
Onde vou chegar
(por onde for quero ser seu par)

Rodei de roda, andei
Dança da moda, eu sei
Cansei de ser sozinha…

Verso encantado, usei
Meu namorado é rei
Nas lendas do caminho
Onde andei..

No passo da estrada…(me leva amor)
Só faço andar
Tenho meu amor
Pra me acompanhar..(amor)
Vim de longe léguas
Cantando eu vim…(me leva amor)
Vou, não faço tréguas
Sou mesmo assim
(por onde for quero ser seu par)

Já me fiz a guerra…(me leva amor)
Por não saber
Que esta terra encerra…(amor)
Meu bem-querer
E jamais termina
Meu caminhar…(me leva amor)
Só o amor me ensina
Onde vou chegar
(por onde for quero ser par)

Lá lá lá lá lá lá
Lá la lá lá lá lá….

Andança – Edmundo Souto, Danilo Caymmi e Paulinho Tapajós


Soundtrack: Andança – Elis Regina


Soundtrack: Andança – Beth Carvalho

[ mode on: alice ]

“Penso em seis coisas impossíveis antes do café da manhã
Um: tomar uma bebida que me faça diminuir
Dois: comer um bolo que me faça crescer
Três: animais que possam falar
Quatro: um gato que desaparece
Cinco: conhecer um lugar chamado País das Maravilhas
Seis: eu, Alice, posso matar o Jabberwocky”

Alice acorda de um pesadelo e pergunta ao pai se ficou maluca. Ele mede sua febre carinhosamente e dá o diagnóstico: sim. “Mas deixe eu te contar um segredo: as melhores pessoas são”.

Em Meu Olhar

Em resposta a poesia que ganhei de presente:

Podes ver o trágico cenário
Pintado em um lago castanho não-claro
Com a cor de madeira de lei escurecida
Pelo tempo e pela saudade

O que existe dentro dele
Não são encontros ou distâncias
São multidões e abismos
A semiótica não explicaria, não exemplificaria
Vários eu’s nos seus lugares devidos

Se me espreita através do meu insondável espelho
Só poderá sonhar, esquecer
E imaginar o turvo reflexo
Das minhas emoções e agonias

Como se espiasse a janela de uma casa
Como uma lenta e breve tarde passa
Numa rua que vês todos os dias.


Soundtrack: Hearing Damage – Thom Yorke

“And you can do no wrong
In my eyes”

Sonho, sonho que o mar, aquele mar me encerra.
Que as multidões me levam na euforia
E me afogam no desespero
E eu me perco sempre
Te seguindo em direção ao sol.

Coisas de solidão e infinito
E me aflijo
Porque ao tentar alcançar os seus braços
Eles se despedaçam
E eu só consigo beijar o pó.

forget my name


“Eu nunca fui uma moça bem-comportada. Pudera, nunca tive vocação pra alegria tímida, pra paixão sem orgasmos múltiplos ou pro amor mal resolvido sem soluços. Eu quero da vida o que ela tem de cru e de belo.
(…) Sou dramática, intensa, transitória e tenho uma alegria em mim que quase me deixa exausta. Eu sei sorrir com os olhos e gargalhar com o corpo todo. Eu sei chorar toda encolhida abraçando as pernas. Por isso, não me venha com meios-termos, com mais ou menos ou qualquer coisa. Venha a mim com corpo, alma, vísceras, tripas e falta de ar…. Eu acredito é em suspiros, mãos massageando o peito ofegante de saudades intermináveis, em alegrias explosivas, em olhares faiscantes, em sorrisos com os olhos, em abraços que trazem pra vida da gente. Acredito em coisas sinceramente compartilhadas. Em gente que fala tocando no outro, de alguma forma, no toque mesmo, na voz, ou no conteúdo. Eu acredito em profundidades. E tenho medo de altura, mas não evito meus abismos. São eles que me dão a dimensão do que sou.”

Raquel de Queiroz

Foto antiga, há um ano atrás, e um texto que parece meu, minha descrição.

sonho

A impulsividade é uma das suas características mais marcantes. Coisa que não se encontra por aí dependurada nas bibocas e nem nos camelôs da cidade. Ela acorda e brinca de viver. Balança os braços, sacode a poeira estelar do corpo e sai para ver o dia. Se estiver ensolarado, ela brilha mais forte refletindo a própria luz e a do sol. Refresca-se nas sombras. Se o tempo estiver nublado, ela espera a chuva cair. Adora a sensação dos pingos gelados na pele quente. Anda pelas ruas fazendo cálculos e pinta formas geométricas em quadro mentais. Se inscreve para um MBA em Dubai, sem pensar na grana.
Gosta de ser criança quase o tempo inteiro. Sem dores e compromissos. Senta e brinca de boneca com sua afilhada de 5 anos. Depois desenha planetas e dragões de asas com estampa de sofá para colar nas portas do guarda-roupa. Assisti filmes assustadores de monstros (não os dentro de si) e fadas madrinhas (qualquer semelhança é mera coincidência com ela). Nada no mar com seu afilhado de 12 anos. Bóiam juntos. Ele deitado por cima do corpo dela. E permanecem assim até que uma onda enorme venha e destrua o mega-navio. Sabe cantar músicas infantis e de ninar de cor. Canta pro filho-papagaio todo entardecer. E assobia muito pra ele, tanto que ele já aprendeu o tema do filme Indiana Jones. Transborda-se de sentimentos pelos seus amigos, mas, infelizmente ela ainda não aprendeu a se multiplicar por duas, pelo menos, para atender as demandas deles. Principalmente quando todos resolvem marcar tudo no mesmo final de semana. Planta sementes-paixões através dos lábios. Através dos beijos. Suspira por suavidades e cheiros.
Qualquer motivo vira alegria em volta do seu espírito triste e encabulado. Ele quer ser feliz, só que prefere ficar trancado. Em uma linda torre de Paris. Mesmo enfrentado montanhas e planícies, bons e maus tempos, beleza/destruição e riqueza/pobreza nas paisagens. Trilha vários caminhos quando retorna para casa. Dia-a-dia desenvolve listas de atividades para não pensar em você. Assim que são concluídas, as folhas vão caindo ao chão. Jogadas ao relento. Não se preocupa em limpar. O vento se encarrega de levá-las até você. Para que saiba das horas dela e se encante por ela ser tão comum e singular como nenhuma outra que conhecestes.
Na maior parte do tempo conecta a mente em diferentes mundos. Em cada lugar possui um avatar. E ao desplugar dele quando acorda e ou quando a conexão falha, ela segue sozinha por cada vida paralela na qual acredita se chamar de “sonho”.


Soundtrack and Run Lulu Run: Use Somebody – Kings of Leon

assumo os pecados e sigo sozinha

Onde navego é silêncio.
Sangue na veia, oceano,
O espírito dos mortos
Construindo trincheiras.

Frente a frente
Riscas na areia o limite,
Há um pássaro entre nós.
Morto: o destino nas vísceras.

Decifro-te.
A escritura dos lábios
Como pólem nas unhas.

Pérgamo é onde viajo,
Água lustral.
No teto há dois demônios pintados.
O grito das cacatuas
É um sinal de perigo.
Esquece-me se puderes.

Sombras brancas no abismo
Desenham-me o teu signo.
Seguiremos juntos
Divididos, constantes.
Não serei como sou.
Me exorcizas. Sigo.

“Jurei mentiras e sigo sozinho
Assumo os pecados
Os ventos do norte não movem moinhos
E o que me resta é só um gemido
Minha vida meus mortos meus caminhos tortos
Meu sangue latino
Minha alma cativa
Rompi tratados traí os ritos
Quebrei a lança lancei no espaço
Um grito, um desabafo
E o que me importa é não estar vencido”


Soundtrack: Sangue Latino – Secos e Molhados


Soundtrack: Sangue Latino – Ney Matogrosso (Ao Vivo)

[ Recado Direcionado ]

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Obrigada pelo lindo presente, Tigre.
Só você mesmo para alegrar a minha madrugada.
Sei que foi de coração, e sei que durante todos esses anos me acompanha.
Vejo suas pegadas por onde passo.

Janela para Pecados

Sou uma janela. Branca. Grande. De madeira resistente e de lei. Com arcadas e venezianas para você espiar através do meu corpo. Gosto que me abra bem devagarzinho e que escute os meus ruídos de reclamação. Procuro a todo instante lhe mostrar o mundo de novas formas. Você pode até ter a sensação de que a paisagem é a mesma, porém cuidado. Atenção. Repare nos detalhes. Sempre há uma surpresa. Nunca surgirá algo-daqui-de-dentro de uma maneira igual.

Enquanto me escancara, alguns elementos que compõe a magia do momento lhe farão companhia. Como o vento. A luz do sol. A luz do sol refletida pela lua. O meu mar de oblíquos pensamentos. As nuvens. A cidade. Os meus não’s e sim’s. A natureza de pecados os quais me circulam e me causam prazer.
Há violetas no parapeito. Elas atraem as gulosas borboletas que não se cansam em passar por minhas entranhas-divisórias. Assim como você gostaria de fazer.

A cada vez que me abre, eu me mostro diferente. Cheia de cores. De amores. De virtualidade. Sou tão virtual quando os pixeis visualizados no seu monitor. Aqueles mesmos. Em RGB. Eu os trabalho no Photoshop. Dou outra vida. Dou outro ton. Eu modifico o seu pensar e os seus sentimentos.
As fotografias, os desenhos e as imagens são geradas de acordo com os meus temperos e as minhas aventuras. Ou também pelos meus olhos, ou pela minha incansável imaginação. Procuro fazer você observar o futuro e o passado com palavras e graduações da minha voz.

Posso ser também uma instalação em um canto da sua casa. Feita de papéis recicláveis e sons. Sons que eu emito e você ouve. Você grita e eu escuto. Ou então, tudo em volta emudece e ninguém mais ouve nada além dos nossos próprios corações. Gosto que me toque. Crie-me com vontade de investir em saúde e saudade. Ouse comigo e me molde ao seus braços e mãos. Abuse do seu lado criativo e me diga com sinceridade: você me ama como me pinta ou me pinta como me ama?

Ainda tem coragem de ver pelo outro lado depois desta descrição?

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Da série: Sountracks

chinup

With your eyes closed,
Watching a strange show
Play out in your head,
But you were smiling somehow
And your day froze,
And everyone in it
Sat still as a rose,
But we were moving somehow.

Back to where we started,
Losing who we were,
Maybe we should only
Tip a bottle back to keep us filled up.

Back to where we started,
Losing who we were,
Everybody knows that,
You’d break your neck to keep your chin up.

Open your eyes,
And the drops come,
And a snail raced down to your neck,
And looked up,
But you were smiling somehow.

Back to where we started,
Losing who we were,
Maybe we should only
Tip a bottle back to keep us filled up.

Back to where we started,
Losing who we were,
Everybody knows that
You’d break your neck to keep your chin up.


Soundtrack: Chin Up – Copeland

Das séries: Sountracks e Run Lulu Run

picture

picture02


Soundtrack: This Picture – Placebo

I hold an image of the ashtray girl
As the cigarette burns on my chest
I wrote a poem that described her world
That put our friendship to the test
And late at night while I was on all fours
She used to watch me kiss the floor
What’s wrong with this picture?
What’s wrong with this picture?

Farewell the ashtray girl
Forbidden snowflake
Beware this troubled world
Watch out for earthquakes
Goodbye to open sores
To broken semaphore
You know we miss her
We miss her picture

Sometimes it’s fated
We disintegrate it
For fear of growing old
Sometimes it’s fated
We assassinate it
For fear of growing old

Farewell the ashtray girl
Angelic fruitcake
Beware this troubled world
Control your intake
Goodbye to open sores
Goodbye and furthermore
You know we miss her
We miss her picture

Sometimes it’s fated
We disintegrate it
For fear of growing old
Sometimes it’s fated
We Assassinate it
For fear of growing old

Hang on
Though we try
It’s gone
Hang on
Though we try
It’s gone

Sometimes it’s fated
We disintegrate it
For fear of growing old
Sometimes it’s fated
We Assassinate it
For fear of growing old

Can’t stop growing old (x5)

Borboletas Turquesas

Borboletas, sempre, sempre, sempre. Como uma valsa. Borboletas turquesas sobrevoando meu tecido. Eu sou uma blusa turquesa ou blusa branca, não sei, uma saia longa e plissada, talvez, um decote generoso, com certeza, mas não há nada que me preencha totalmente. Cadê meu corpo? Meu não, eu é que pertenço ao corpo, um corpo que deve me preencher, eu existo mesmo jogada num canto qualquer, no fundo do armário ou estendida sobre a cama, mas minha beleza se revela quando existe um corpo… Dentro de mim. Um corpo dentro de mim. Eu envolvendo, abraçando, devorando e me ajustando a um corpo.

Quero que o vento me acaricie, quero que as pessoas me olhem, quero que o sol me atravesse e que projete desenhos em mim, desenhos em mim, o sol, círculos girando e girando, e girando. Como uma valsa. Borboletas sorrindo, em movimentos contínuos, elas nascem, eu morro, você vem e diz: o que você diz? Só você saberia. De que cor é o meu orgasmo, qual o volume dos meus gemidos, de que maneira eu mordo os lábios, eu cerro as pálpebras ou reviro os olhos?

Você poderia segurar as minhas mãos, olhar para baixo, olhar para mim, falar: “Mesmo que você não fizesse nada em mim, eu faria mais em você e vou fazer sempre, só pelos seus gemidos e pelo jeito que você me olha depois, nunca vi um gemido tão, tão sei lá, não dá para explicar.” E eu, incrédula: “Mas não faço barulho nenhum, você está louco!”.

Vejo imagens, pontos de luz, bosques, borboletas, já vi castelos até, mas sempre comprimi meus lábios para evitar qualquer tipo de som porque… porque eu… antes receava, eu… Alguém que preferia o silêncio, a imobilidade, a passividade total. E agora descubro que existe outra pessoa dentro de mim. E que geme suavemente e que sorri, suavemente, e que se envolve, bruscamente… bruscamente eu abro os olhos e percebo que aos poucos, aos poucos, doce e lentamente, eu estou me abrindo… Para que direção? Quem sabe? Só sei que preciso caminhar sem olhar pra trás. E a cada dia mais eu descubro que não tenho mais medo de errar, de me entregar ( e isso me assusta).

Nota: Não sei qual o motivo de estar me sentindo um pão quente sem manteiga.

butterflies
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Se quiser me conhecer…

readmeHá noites em que ela é apenas um sussurro. Um grito no escuro e uma razão para acordar pela manhã. Feche os seus olhos e sonhe com o rosto dela. Use a sua imaginação e tente desenhá-lo com bastante atenção. Mas não se perca nos traços. No acaso. Não se perca na intensidade dos sentimentos que ela lhe despertará. Ela o tratará como um mero marinheiro. Naufragado num mar de emoções conflituosas. Ela não o tentará salvar. Ela o magoará com os olhos. Ela sempre dirá que vai tentar melhorar, mas jamais voltará atrás com seus atos e palavras. Não se desculpará.

Você sabe tudo sobre ela, mas não a conhece direito realmente. Você nem imagina o que se passa na sua cabeça quando a vê virando e caminhando em direção a lugar algum. Ela é como um navio (fantasma?) misterioso. Para um lugar onde você nunca foi antes. É melhor se agarrar a esse transporte. É tudo o que tem neste momento. No mundo de sonhos. No mundo da imaginação. No mundo de livros de aventura e romance. Além de palavras soltas pelo ar e sorrisos tristes. Você não está mais em sua cama deitado. Ela é o seu passeio. Um doce meio de locomoção pelo paraíso. Da cabeça dela.

Ela chora porque está feliz. Canta canções quando está furiosa. É como se precisasse de uma bebida forte para afastar os males. Tão longes. Tão próximos. Ela é boa em ser malvada. E muito antes de conhecê-la, você sabia que ela era única. Assim, completamente sem jeito e sem simpatia. Ela, às vezes, é frágil como uma menina. Que procura por abraços, mas no meio do caminho se afasta e não precisa mais do seu apoio. Nem andar pelos seus passos.

Mas continue o passeio no navio. Veja até onde ele pode te levar… Não esqueça de subir ao convés e verificar o céu, as nuvens e o horizonte. A terra pode nunca mais ser vista. Jamais conseguirá novamente aportar. Curta a sua vida. Em dias de cansaço e música… Balançando de acordo com as ondas do mar.

E por que tem tanta certeza que ela é assim um mistério? Por acaso, alguma vez pensou em desvendá-la? Olhe para o horizonte agora. O que vê? Como está o tempo ao norte? Será que ainda há salvação para a alma dela? Será que ainda vai chover? Será que algum dia alguém vai lê-la e tentar entender?

Eu, Maçã

maçã

Uma vez alguém me disse
Que sou como uma maçã

Pela simetria do rosto
Pelas curvas do corpo
Pelo cheiro doce inigualável
Por um certo rubor na face
Pelas sementes-sentimentos
Pela pele lisa e suave

Pela macieira que floresce em junho
Em flores brancas em pleno inverno

E me desdobro em amores
Quando a faca me corta
Em vários pedaços-versos.

Em resposta a minha poesia, poesia no blog dele.